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A cena será mais ou menos assim:
Brasileiros estarão intricheirados na praia de Copacabana (ao som de Tom Jobim), enquanto os caças americanos sobrevoam sobre as cabeças tupiniquins. Do nosso lado, alguns de turbante e outros "coréias" da vida.
Devaneios de cineasta a la Ed Wood a parte, os EUA (é sim os EUA) estão acusando o Brasil de enriquecer urânio para uso armamentista. Antes que você venha e me diga "porra Júlio, é a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), órgão da ONU, quem quer vistoriar". Bom, caso sua excelência não saiba, a ONU é um aparelho dos EUA para o mundo. Digamos, uma CIA diplomática.
Voltando ao caso do urânio. O Estado de S. Paulo, em uma edição desta semana (não lembro a data, por favor, procure), tem uma entrevista com um técnico de alguma agência nuclear ou órgão que trata do assunto no país. Quase não decorei nenhum dado da matéria, porém algo me chamou demais a atenção: o Brasil possui tecnologia tão boa quanto às potências nucleares mundo afora (Paquistão, Irã, Indonésia e alhures) só que com um fator importantíssimo: nossas centrífugas são baratas. Ou seja, temos preços e tecnologia tão bons quanto eles.
Ah, mas pela paz mundial, George Walker quer "pente-fino" no Irã do Cone Sul.
Teresa Cruvinel (jornal O Globo de hoje), antiga militante PSDBesta, agora resolveu voltar, como dias atrás, a ser PeTelha:
O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante, responde ao desafio por ele (ex-presidente Fernando Henrique Cardoso) aqui lançado, para que demonstre quando e onde disse a frase “esqueçam o que escrevi”.
Mostra ele que em 4 de junho de 1993, ainda ministro da Fazenda, FH declarou, num encontro com empresários, conforme registrado pela “Folha de S. Paulo” do dia seguinte: “Esqueçam o que escrevemos no passado porque o mundo mudou e a realidade hoje é outra”. No ano 2000, em entrevista à revista francesa “L'Express”, afirmou: “Mudei porque o mundo mudou. Um intelectual que não muda apesar das mudanças do mundo é um intelectual ruim e um desastre como político. Mas quanto aos valores fundamentais, como a honestidade e a democracia, em relação a isso eu não mudei”.
Não chega às bancas o maior lançamento editorial do ano. Nascida da mente pérfida de Marcello, o Chateubriand do século XXI, a revista A FAJUTA vem com a matéria de capa para lá de bombástica: o caso Raphael e Patrícia Bernardo, assunto de todos os blogs durante os sete dias da semana.
Abaixo a capa da grande revista:

Aguardem, o número dois vem aí (só espero que não seja aquela foto de peruca laranja).
Lelê ficou fora do ar durante algumas horas. A Liga dos Fãs da Leonor, encabeçada por este que vos escreve ficou, por algum tempo, agonizada com o fato de que alguns dos melhores textos da Terra sumissem no Stargate da internet. Graças a Santa Ifigênia (padroeira de todo e qualquer programa, peça ou alhures ilícitos da informática), tudo voltou ao normal.
Tem como agravante a presença da monumental Rosana Villaça, a bulinadora oficial, porém sem bulinação. Se a mesma ocorresse, garanto que o jogo seria outro.
Ontem, ao adentrar em meu lar, não pensei duas vezes: liguei a TV na Rede Record e, enquanto o bispo falava, peguei o telefone e liguei para o "Fala que eu te escuto". Motivo: Encosto.
Sim, encosto. Não há explicação melhor para o que ocorreu ontem, durante nosso famoso embate de bilhar. Em cinco partidas eu, célebre pela alcunha de "consórcio" (tamanho o número de lambretas que distribuo) me vi assolado por um mal de Luciano que não desejo nem ao Maluf. Matei no máximo quatro bolas (ou seja, se não fosse a categoria duplas, não ganharia um partida sequer) e espirrei o taco duas vezes. Ontem, o capeta estava alojado em minha pessoa. Ou, como disse o Igor, o Ivan estava matando atémosquito ontem porque vendeu a alma ao diabo. Não era dele, e sim a minha. Prazer Mefistófeles.
*Mais um post da campanha Raphael e Patrícia
Existe lugar mais romântico do que uma mesa de sinuca. Existe lugar mais propício ao amor do que um bar. Existe mensagem subliminar mais incisiva do que tacos, bolas e caçapas.
Pois bem, neste ambiente piegas que se deu a primeira união, com bons frutos, do mais novo casal da Fajuta. Patrícia Bernardo e seu marido Raphael contra o casal Aline e Marcela. Surra clássica da primeira dupla de enamorados, que demonstraram uma sinergia jamais vista do mundo do pano verde.
Para completar o clima, só faltou o piano e "As time goes by". Ou "Great Balls of Fire", para completar as mensagens subliminares.
Ontem, mais do que uma exibição de gala do Paulista e uma nefanda excursão do Lixomeiras ao campo futebolístico, tivemos um embate religioso sem precedentes. Do lado do Paulista: Lucas, Izaías e João Paulo (que aqui equivale à João Batista e Paulo de Tarso). Além deles, o judeu Davi, filho de Abrahão, completava o escrete. Pela porcada, Marcos e Pedro, alcunhado de Pedrinho.
Durante o primeiro tempo João & Paulo 1, Marcos 0. Na segunda etapa o judeu Davi, filho de Abrahão, quase sacramentou a derrota suína (como sabemos, judeus não gostam de porcos) ao acrescer mais um versículo contra o capítulo Marcos. A essa hora, 3 a 1 para o Paulista.
Como a Paixão de Cristo, alguns apóstolos figuravam como atores. A Cléber Abade, o juiz, coube o papel de Judas, que por trinta dinheiros deixou Marcos em campo expurgando o judeu Davi, o demônio (muito bem interpretado por Magrão, em especial pela maquiagem) e JC. Um foi para o pai Abrahão, o outro para debaixo da mesa e o último à cruz.
Ao fim a porcada fez 3x2 e empatou com Pedro, aquele que negou três vezes JC diante do espelho.
Como Deus é onisciente, onipresente e mais onil coisas, a peleja foi para as penalidades, de onde sairia aquele que derrubaria as muralhas de Jericó. Aqui, só Lucas fez feio dentre os apóstolos do Japi, ao perder o penâlti. Nem (que poderia muito bem ser Naum, para ficar mais eclesiástico ainda), mandou a bola lá para Nossa Senhora Aparecida. Asprilla, que caso seja colombiano é devoto de São Escobar, definiu o duelo pontífico e sacramentou a derrota dos infiéis suínos.